Amizades virtuais não são suficientes

Qual a importância a amizade exerce em nossa vida?

Jim Rohn escreveu: “Você é a média das cinco pessoas com quem mais convive”. E encontramos confirmação dessa verdade em vários lugares, inclusive nas escrituras.  Em Provérbios 13:20 lemos:

“O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído.”

Em outras palavras, as companhias que temos nos influenciam nossa vida! Obviamente, cabe a cada um de nós, decidir o que fazer e como fazer. No entanto, é preciso estarmos atentos àqueles que estão à nossa volta.

O autor José Luiz Tejon, em seu livro “A Grande Virada” fala sobre o assunto. Na página 111 podemos ler:

“As pessoas com quem você anda têm um impacto em suas decisões, valores e visões. Você usa seu tempo com aquele com quem você anda. Seu tempo é sua vida. E a qualidade da sua vida tem a ver como você usa seu tempo.”

Muitas vezes estamos infelizes com a nossa vida e com as coisas ao nosso redor. Ficamos insatisfeitos com os resultados que temos tido. Citando novamente o livro mencionado acima, página 109:

“Se você não está feliz com o que é, não tenha dúvida: mude e busque relacionamentos novos, pessoas que compartilhem e que tenham afinidade com o que você quer vir a ser. Uma coisa é certa: ao conviver com pessoas da mesma tribo, ficamos semelhantes a elas. Por isso, muito cuidado ao escolher e decidir por qualquer tipo de relacionamento. Somos muito parecidos com quem convivemos.”

E é nesse ponto que queremos entrar. Com quem temos convivido? Será que os amigos virtuais que temos, são suficientes?

Amizade virtual é tudo?

Responsáveis por conectar milhões de pessoas e contribuir para revoluções ao redor do mundo, as redes sociais também modificaram – e, de certa forma, banalizaram – o conceito de amizade. O Facebook, hoje com 845 milhões de usuários, ajudou a introduzir a ideia de que é possível ter centenas ou milhares de amigos. Mas as amizades virtuais são quase sempre superficiais e ficam longe de representar toda a nobreza desse sentimento, dizem especialistas.

Entre os brasileiros que aderiram ao site criado por Mark Zuckerberg, o botão “Adicionar aos amigos” é um dos preferidos – a média por aqui é de 231 contatos, bem superior à quantidade mundial, de 160.

Com 4.921 contatos, perto do limite de 5.000 permitido pelo site, a corretora de seguros Adriana Avelar, de 39 anos, diz que, dentre as pessoas de sua lista virtual, “só uns cinco são amigos de verdade”. Ela diz conhecer pessoalmente apenas cerca de 3% dos que aparecem em seu perfil. “O nome no Facebook é amigo, mas, na maioria dos casos, é um conhecido, nada mais”, admite.

É essa a tese defendida por Robin Dunbar, professor da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e autor do livro “De Quantos Amigos uma Pessoa Precisa?”. “O simples fato de adicionar alguém à sua página não torna essa pessoa sua amiga”, declarou.

Os casos se repetem nas várias redes sociais. O Facebook é apenas uma delas.

Ter amigos virtuais é excepcional. Podemos nos conectar facilmente com alguém do outro lado do mundo, partilhar experiências, aprender, divertir e muito mais. No entanto, o contato visual e um abraço, são verdadeiramente poderosos e necessários numa relação de amizade.

Além de superficiais, as amizades virtuais não são capazes de nos proporcionar tudo que uma amizade realmente pode fazer. A psicopedagoga Fernanda Sobreira, apesar de reconhecer as vantagens da internet, diz que o mais comum nas redes são as relações pouco sólidas.

“Amizade pressupõe contato, afeto, interdependência, partilha, companheirismo e compreensão. No computador, se você se irrita, é fácil deletar ou bloquear a pessoa”.

Outro ponto que precisamos pensar é de que precisamos de amigos que estejam ao nosso lado no dia a dia, nos incentivando a fazer as melhores decisões. Se tivermos somente amigos virtuais, não será possível pensar dessa mesma forma. Afinal, quando estivermos off-line, como será?

Honrar

Amigos bons e verdadeiros

No livreto “Para o Vigor da Juventude” na parte sobre amigos, aprendemos:

“Todos precisam de amigos bons e verdadeiros. Eles são uma grande força e bênção para você. Eles vão influenciar muito o seu modo de pensar e de agir e até ajudar a determinar a pessoa na qual você vai-se tornar. Eles vão ajudar você a ser uma pessoa melhor e fazer com que seja mais fácil viver o evangelho de Jesus Cristo. Escolha amigos que compartilhem seus valores para que possam fortalecer e incentivar uns aos outros a viver padrões elevados.

Tenha bons amigos, seja um bom amigo ou uma boa amiga. Demonstre genuíno interesse pelos outros. Sorria e mostre que se importa com eles. Trate todos com bondade e respeito, e abstenha-se de julgar e criticar as pessoas a sua volta. Não participe de qualquer tipo de bullying. Esforce-se, em especial, para fazer amizade com os que são tímidos ou solitários, os que têm necessidades especiais ou os que não se sentem incluídos.

Ao procurar fazer amizade com os outros, não rebaixe seus padrões. Se seus amigos instigarem você a fazer coisas erradas, seja um(a) daqueles(las) que defendem o certo, mesmo que tenha de ficar só. Talvez tenha que procurar outros amigos que apoiem você no cumprimento dos mandamentos. Busque a orientação do Espírito Santo ao fazer essas escolhas.

Ao esforçar-se para viver o evangelho, você incentivará seus amigos a fazer o mesmo. Dê o exemplo cumprindo os mandamentos, participando das atividades da Igreja, preparando-se para servir ao Senhor por toda a vida e permanecendo digno(a) de entrar no templo.

Convide seus amigos de outras religiões para suas reuniões e atividades da Igreja. Ajude-os a sentir-se bem-vindos e aceitos. Muitas pessoas se filiaram à Igreja graças ao exemplo e integração de seus amigos. Também se esforce especialmente para estender a mão aos recém-conversos aos que são menos ativos.”

Boas reflexões é o que desejamos aos nossos leitores após esse texto. Compartilhe conosco suas opiniões sobre o assunto.

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