9 semelhanças entre o hinduísmo e o mormonismo – Parte 2

Nota do autor: se você está se perguntando por que uma lista de 9 começa com 6 significa que você está no lugar certo, mas na hora errada. Volte para o artigo parte 1 para entender o contexto. Ou, se você gosta de viver perigosamente, continue a ler e brincar de pega-pega mais tarde. Desfrute.

 Agora, onde estávamos…

No artigo anterior, falamos sobre Carma, Dharma, Unidade Universal, como todos os caminhos levam a Deus e uma das práticas de Yoga. Breve atualização: Carma é a lei da causa e efeito. Por meio dela, criamos o nosso mundo, tanto individual como coletivamente, por nossos pensamentos e ações. Dharma é a nossa responsabilidade ou dever de agir em harmonia amorosa com a lei do Carma. A responsabilidade é baseada na unidade espiritual e física de todas as coisas. Vivemos em um universo onde todas as coisas, ligadas aos relacionamentos, são sagradas. Como Deus é amor, Ele valoriza nossa devoção mais do que as formas específicas de demonstrarmos nossa devoção. Então todas as ofertas são aceitas por Ele. Por último, pelo Yoga, somos capazes de alinhar nosso espírito e nosso corpo em preparação para o que vem em seguida…

6 Meditação

A meditação é a ideia mais completa do Yoga. É a prática de refletir internamente. Como uma prática do Yoga, a meditação é, naturalmente, subdividida em suas próprias escolas. Alguns focam apenas na respiração, alguns utilizam mantras, outros buscam a contemplação posterior. No entanto, todos eles utilizam a mesma ideia de ganhar autoconsciência e aprender a diferença entre nós e nossos pensamentos.

Que os mórmons devem praticar a meditação é óbvio. Nos próximos parágrafos vou detalhar alguns dos benefícios espirituais do yoga meditativo. Basta dizer o seguinte: se os médicos pudessem juntar todos os benefícios da meditação e colocar em um comprimido, você pagaria qualquer quantia em dinheiro por ele. A meditação é cientificamente comprovada como meio de nos tornar mais felizes, saudáveis, sábios, compassivos, inteligentes e menos ansiosos, entre outros efeitos antidepressivos.

Como maior benefício de todos, o Presidente David O. McKay disse: “Prestamos pouquíssima atenção no valor da meditação. Em nossa adoração, há dois elementos: o primeiro é a comunhão espiritual proveniente de nossa própria meditação. O segundo é a instrução vinda de outros. Dos dois, o mais proveitoso é a meditação”. O Presidente McKay ensinou que a experiência de meditar é um dom não muito utilizado de crescimento espiritual.

7 Samadhi

O objetivo final do Yoga meditativo é alcançar o Samadhi. Esta palavra em sânscrito significa, em sua essência, unificação da mente, corpo, espírito e Deus. É a plena realização do jugo do yoga meditativo. Por meio de períodos prolongados de intensa meditação contemplativa esta unificação é atingível. Tal estado é tão intenso que qualquer distinção entre o ‘eu-individual’, o mundo e o Divino caem por terra. Samadhi é a experiência da unidade espiritual em todas as coisas e da divindade em seu próprio ser, bem como todos os seres sagrados do universo.

O que é importante saber é que o Samadhi não é uma experiência permanente. É como fazer trilha acima das nuvens em um dia nublado, apenas para ter que descer de novo. Samadhi é como sair do rio para descobrir o que há além dele em terra firme.

O Presidente McKay, bem como outros líderes cristãos ou hindus, veem a meditação contemplativa como a porta à presença de Deus. Eles sempre afirmam que todos podem passar por experiências transcendentais (algo que Joseph Smith passou). O presidente McKay disse: “o maior consolo que podemos receber nesta vida é sentir a realização da comunhão com Deus”.

Essa comunhão é o cumprimento do Carma e do Dharma — uma vida em harmonia amorosa com o universo. É uma experiência sagrada de unidade.

a morte

8 Iluminação

Um efeito colateral do Samadi é a iluminação pessoal ou o esclarecimento. Quando chegamos acima das nuvens e enxergamos além da ilusão da separação, o mundo assume uma nova luz, uma nova vibração. A qualidade divina de todas as coisas pode ser sentida e tudo toma um significado espiritual. O segundo capítulo do Bhagavad Gita diz: “Assim como um reservatório é de pouca utilidade quando todo o campo está inundado, as escrituras são de pouca utilidade para o homem ou mulher iluminados que veem o Senhor em toda parte”. Este é um trecho interessante e sobre o qual reflito toda vez que leio. Krishna continua:

Eu sou o gosto da água pura e o esplendor sagrado do sol e da lua. Eu sou a palavra sagrada e o som do ar. A coragem dos seres humanos. Eu sou a fragrância doce na terra e o esplendor do fogo; Eu sou a vida em cada criatura e o esforço da aspiração espiritual. Minha semente eterna (…) é encontrada em toda criatura. Eu sou o desejo em si, se esse desejo está em harmonia com o propósito da vida.

9 Os ciclos de renascimento

De todas as ideias presentes no hinduísmo e na espiritualidade oriental em geral, a de reencarnação é uma das mais estranhas — pelo menos para nossa mente cristã. Tudo discutido até agora, Dharma, Carma, Unidade, Sadana e Yoga, se alimenta dessa ideia de renascimento contínuo. Quando uma pessoa morre, seu espírito vai para uma vida após a morte. Lá, o espírito passa por uma retrospectiva da vida para que possa aprender sobre como cumpriu o Dharma mais alto e qual Carma ainda tem que exercitar. Então renasce na mortalidade para retomar sua jornada espiritual de onde parou. Esse ciclo continua até que a pessoa não precise mais exercitar o carma e então fica finalmente liberta do ciclo de renascimento. Uma vez libertados são trazidos à unificação duradoura e final com Deus.

Essa visão da morte e do progresso espiritual é obviamente cíclica. É mais focada no progresso através de um eterno ciclo de nascimentos e mortes. Surpreendentemente, o mormonismo é muito mais amigável com essa ideia de progresso eterno. Nós existimos de alguma forma como inteligências, então nos tornamos espíritos, filhos de Deus e nascemos na mortalidade para experimentar o progresso em vida. A morte nos separa de nossos corpos e para que continuemos nosso crescimento precisamos ressuscitar e ter uma união perfeita de corpo e espírito. Em seguida, herdaremos a natureza divina e vida eterna apreciada por todos os seres divinos.

No hinduísmo, o propósito da vida é realizar a Deus, e até que isso seja feito, o espírito deve continuar renascendo. Neste contexto, Deus não está interessado em condenação. Ele quer ter certeza que você ganhe unidade com Ele. Sua paciência é infinita.

A paciência de Deus é infinita porque Deus é amor. Joseph Smith disse: “Não existe uma época em que o espírito é velho demais para se aproximar de Deus. Todos estão ao alcance do perdão e da misericórdia”.

Finalmente estamos esclarecidos.

Espero que a mensagem geral que o leitor, mórmon ou não, pode tirar deste artigo é a ideia de que o mundo é um mosaico de espiritualidade rico, belo e complexo. Deus deve ser encontrado em tudo isso. O hinduísmo está impregnado de verdade espiritual e discernimento. O Bhagavad Gita é um dos melhores livros que já tive o privilégio de ler. Está na minha estante bem ao lado do meu Livro de Mórmon.

Para minha surpresa, o hinduísmo e a espiritualidade oriental têm muitas semelhanças chocantes com o mormonismo. A obra da Restauração, conforme efetuada por Joseph Smith, era reunir o melhor do oriente e do ocidente em um evangelho de amor que é tão universal como verdadeiro.

Embora possamos usar palavras diferentes, em geral, estamos todos na mesma conversa espiritual. O evangelho é grande, expansivo, e cheio de “todas as coisas boas”. Faríamos bem em erguer juntos o jugo do amor num universo cheio. Todos os caminhos espirituais têm valor e antes de compartilhar com o mundo o evangelho restaurado, devemos primeiro procurar os fragmentos que já podem estar presentes em outras culturas e religiões.

Fonte: MormonHub.com

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