O dever cristão da hospitalidade e sua relevância em nossos dias

Nos dias que vivemos, onde o egoísmo e vaidade imperam, com crises políticas e econômicas que fazem milhares de pessoas deixarem seu lar e se tornarem refugiados precisamos nos lembrar e exercer a hospitalidade cristã.

Na lei de Moisés a hospitalidade era um dever exido do povo do convênio. Vários versículos do Pentateuco ensinam como os israelitas deviam agir para com os estrangeiros:

“E quando o estrangeiro peregrinar convosco na vossa terra, não o oprimireis. Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.” (Levítico 19:33-34)

Hospitalidade significa receber, acolher bem pessoas que não vivem contigo. O Bispo Gérald Caussé, bispo Presidente da Igreja, disse:

“Ao longo do tempo, o povo de Deus foi ordenado a cuidar de todas as pessoas estrangeiras ou que possam ser vistas como diferentes. Nos tempos antigos, um estrangeiro se beneficiava da mesma obrigação de hospitalidade que uma viúva ou órfão. Como eles, o estrangeiro estava em uma situação de grande vulnerabilidade, e sua sobrevivência dependia da proteção que recebia da população local.” (“Já não sois estrangeiros“, Conferência Geral, outubro de 2013).

O lar dos membros da Igreja devem ser hospitaleiros. O Élder LeGrand R. Curtis disse:

“Em nossa casa deve haver hospitalidade, e deve ser um lugar onde os amigos se sintam bem” (“A Felicidade começa no lar“, Conferência Geral, outubro de 1990)

As bênçãos da Hospitalidade

Em algum momento da vida precisaremos ser recebidos por outros, em lugares diferentes – seja numa viagem ou numa condição de fragilidade. Precisaremos que outros sejam hospitaleiros conosco. Daí é sensato que exerçamos o tipo de hospitalidade que Amuleque exerceu ao receber Alma.

Ao encontrar Alma, Amuleque disse:

“vem comigo para minha casa e repartirei contigo o meu alimento; e sei que serás uma bênção para mim e minha casa”(Alma 8:20).

Alma era o profeta e ficou muitos dias com Amuleque. Depois Amuleque testificou:

“Pois eis que ele abençoou minha casa; abençoou a mim e as mulheres de minha casa e meus filhos e meu pai e meus parentes; sim, abençoou toda a minha parentela e a bênção do Senhor recaiu sobre nós segundo as palavras que ele proferiu.” (Alma 10:12)

É evidente que nem todos nós receberemos profetas. Entretanto, algumas passagens podem nos incentivar a tratar todos com cordialidade, mesmo os que parecem que não merecem.

Jesus Cristo ensinou que no último dia separará os justos dos iníquos. Um dos atributos dos justos é a hospitalidade. Ele disse que quando recebemos bem um estrangeiro, e o hospedamos – recebemos Ele:

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.

Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te?

E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:34-40

Como Paulo disse:

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela alguns, não o sabendo, hospedaram anjos.” (Hebreus 13:2).

Que bênção seguir o exemplo de Jesus Cristo e ter um verdadeiro espírito de hospitalidade para com todos. Que possamos continuar a ser bondosos e receber com carinho as pessoas a nossa volta. Certamente o Senhor fica feliz quando exercemos esse dever cristão, e nos abençoa com ricas bênçãos.

A Necessidade da Hospitalidade em Nossos Dias

O amor esfriou no mundo devido a iniquidade – tal como predito pelo Senhor (Mateus 24:12). Entretanto, os cristão devem agir de modo diferente. O Bispo Caussé observou:

“O mundo em que vivemos está passando por um período de grandes tumultos. Devido à maior disponibilidade de transportes, à velocidade da comunicação e à globalização da economia, a Terra está se tornando uma grande vila em que os povos e as nações se reúnem, conectam-se e se inter-relacionam como nunca.”

Depois, ele enfatizou que devemos seguir o exemplo de Cristo:

Durante Seu ministério terreno, Jesus foi o exemplo de alguém que foi bem além da simples obrigação de hospitalidade e tolerância. Aqueles que eram excluídos da sociedade, os que eram rejeitados e considerados impuros pelos fariseus receberam Sua compaixão e Seu respeito. Receberam uma porção igual de Seus ensinamentos e de Seu ministério.

Por exemplo: o Salvador contrariou o costume estabelecido na época ao falar com uma mulher de Samaria, pedindo-lhe um pouco de água. Sentou-Se para comer com publicanos e coletores de impostos. Não hesitou em Se aproximar do leproso para tocá-lo e curá-lo. Admirando a fé exercida pelo centurião romano, disse à multidão: “Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé”

Jesus pediu que seguíssemos a lei do perfeito amor, que é um dom universal e incondicional. Ele disse:

“Pois, se amardes os que vos amam, que galardão tereis? Não fazem os publicanos também o mesmo?

E, se saudardes unicamente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os publicanos também assim?

Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”.

Que possamos fazer isso, e ser verdadeiros discípulos de Cristo.

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