Por que sempre pensamos que estamos sozinhos?

Enquanto fazia uma trilha com algumas irmãs da minha ala, conversei com uma amiga sobre a visão de mundo dela. Ela disse que se sentia perplexa de como mesmo estando dentro de uma comunidade de mulheres, irmãs, ainda carregávamos nossos fardos sozinhas.

Ela lamentou o fato de em nossa sociedade atual, nossas vidas serem tão públicas, mas geralmente, nossos maiores medos, inseguranças e problemas permanecerem presos a nossas almas. Ela acredita que as mulheres querem ‘manter a pose’.

Ela expressou que ansiava por uma comunidade onde ela pudesse compartilhar seus medos e problemas, e ser amada e confortada por outras mulheres que buscam o mesmo conforto.

Dei risada. Eu carregava meus próprios fardos. Então eu disse, “Ok, agora que você compartilhou seu fardo comigo, vou compartilhar o meu com você.

Enquanto fazíamos aquela caminhada, conversamos muito sobre nossos problemas. Pude ouvir a voz dela em minha mente pelo resto do dia. Por que achamos que devemos andar sozinhos?

Eu havia sido designada para conduzir uma discussão na Sociedade de Socorro, sobre a Expiação de Jesus Cristo no dia seguinte.

Ao começar a discussão, mencionei minha conversa com minha amiga. Perguntei às mulheres, por que não compartilhávamos o que estávamos sentindo? Eu esperava que todas elas compartilhassem suas felicidades e que se sentissem seguras em compartilhar suas tristezas também.

Durante a reunião Sacramental, me senti inspirada a pedir para as irmãs da Sociedade de Socorro que completassem a seguinte afirmação: “Para mim é difícil aplicar a expiação de Jesus Cristo porque…”

Algumas de suas respostas sobre aplicar a expiação do Salvador, responderam algumas perguntas sobre o motivo pelo qual carregamos nossos fardos sozinhos.

Leiam algumas das respostas:

– Não é sempre que estou disposta a admitir minha fraqueza.

– Sinto que meu problema é minúsculo e tento resolvê-lo sozinha.

– Orgulho.

– Existem forças que tentam me impedir.

– Sinto vergonha das minhas imperfeições e sinto que deveria ser capaz fazer as coisas sozinha.

– Sinto que preciso resolver sozinha.

Bom samaritano

Não precisamos resolver sozinhos

O Evangelho do Senhor cria a estrutura de comunidade que minha amiga mencionou. No primeiro convênio que fazermos, testificamos que estamos:

“dispostos a carregar os fardos uns dos outros, para que fiquem leves; Sim, e estais dispostos a chorar com os que choram; sim, e consolar os que necessitam de consolo e servir de testemunhas de Deus em todos os momentos e em todas as coisas e em todos os lugares em que vos encontreis, mesmo até a morte; para que sejais redimidos por Deus e contados com os da primeira ressurreição, para que tenhais a vida eterna” (Mosias 18:8-9)

As almas que aprendem a permanecem juntas durante desafios, fraquezas e sofrimentos, encontram redenção, ressurreição e vida eterna. A graça do Salvador permite com que possamos unir e que isto não se torne um fardo, e se estivermos preparados, ele remove nossos fardos pessoais.

Paulo ensinou a importância do esforço em conjunto aos Colossenses. Ele escreveu:

“Para que o seu coração seja consolado, e estejam unidos em caridade, e em todas as riquezas da plenitude do entendimento, para conhecimento do mistério do Deus e Pai, e de Cristo.”

Corações unidos levam a certeza e entendimento de Deus o Pai e Jesus Cristo.

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.”

Satanás não busca somente isolar as mulheres ao sussurrar em seus ouvidos que precisamos sofrer através de nossos fardo, fraquezas e dores sozinhos, mas ele também cria obstáculos nos relacionamentos para nos manter tão distraídos, que falhamos ao abrir nossas almas para ver e responder as necessidades dos outros.

Em meio a essa distração, também falhamos em reconhecer nossa própria necessidade do Salvador e de outras pessoas em nossas vidas.

Para construir uma comunidade de Santos, precisamos estar vulneráveis para reconhecer nossas limitações pessoais, e fortes para ajudarmos uns aos outros.

Lucy Mack Smith compartilhou uma visão de comunidade quase perfeita, e espero que todos nós possamos nos lembrar das palavras dela, ao prosseguirmos com fé para estabelecer Sião.

“Devemos tratar umas às outras com carinho, zelar umas pelas outras, consolar-nos mutuamente e nos instruir para que todas nos sentemos juntas no céu”.

Fonte: LDSBlogs

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