Mórmon e Jogador da Seleção Norte Americana de Vôlei

Jake Langlois ainda não sabia para onde iria quando recebeu em mãos a carta de sua religião (A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias). Sabia apenas que passaria os próximos dois anos de sua vida em uma missão em algum lugar do mundo. Sabia muito pouco sobre o Brasil quando leu que seu destino seria Maceió, no Nordeste do país. Ao deixar a cidade de Provo, em Utah, também atrasaria sua evolução no esporte que escolheria como carreira. Pouco importava. Queria levar sua fé a outros cantos do mundo e ajudar quem mais precisasse.

Langlois ficou dois anos em Maceió. Ajudou a população dos bairros mais pobres ao ajudar na construção de casas e dar aulas de inglês para jovens brasileiros. Hoje, com o português afiado, é uma das armas dos EUA contra o Brasil, pela Liga das Nações. O jogador, que atua como oposto e ponteiro, vai tentar manter a invencibilidade de seu país na competição.

Na infância e na adolescência, Langlois jogou futebol e golfe na BYU, universidade onde estudava. Mas, ao crescer mais do que esperava, resolver seguir os passos do pai, que jogara vôlei pela mesma instituição. Ainda estava tentando evoluir – “Eu era muito ruim”, admite – quando precisou deixar a instituição para embarcar rumo ao Brasil. Na memória, a felicidade de poder ajudar os mais carentes.

– Eu era um dos missionários mórmons. Fazemos esse trabalho como voluntários, pagamos tudo na nossa conta por dois anos. Ensinei sobre Cristo, o Evangelho e servimos a pessoa. Em Maceió, morei nos lugares mais pobres. Ajudei a construir casas e a deixar as pessoas felizes. Mas elas já eram felizes. Brasileiro sempre é feliz. É bom estar aqui de volta – disse o jogador, que deixou o país em 2013.

 Mas, das coisas que mais gostou no Brasil, uma ele ainda não teve a chance de relembrar. Com a rotina intensa de jogos na etapa da Liga das Nações, Langlois não teve a chance de matar uma vontade simples.

– Tenho saudades do X-Tudo. Sério. Eu penso naquele sanduíche todo dia. É porcaria, mas é muito bom – brinca.

Ao voltar do Brasil, retomou o rumo em quadra. Bem na universidade, virou alvo de times europeus – assinou com o Monza, clube italiano. Na seleção, tem correspondido as apostas do técnico John Sperow. No jogo contra a Coreia do Sul, foi o maior pontuador, com 15 pontos.

Na seleção desde o ano passado, ele ainda busca seu espaço entre os principais jogadores. No Brasil, ele substitui Taylor Sandres, reforço do Cruzeiro para a próxima temporada e poupado da viagem para assistir ao nascimento de seu filho, nas próximas semanas.

– É muito difícil jogar nesse time. Taylor Sanders não está aqui. E é por isso que eu estou. Preciso agradecer. Eu conversei com ele. As pessoas têm uma visão diferente do que realmente é. Eu falei que não é tão perigoso com as pessoas falam. Ele vai ter um filho em duas semanas. Está animado em vi para cá.

Fonte: https://globoesporte.globo.com/volei/noticia/mormon-arma-dos-eua-viveu-em-maceio-e-resume-saudade-em-uma-palavra-x-tudo.ghtml

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