Templo de Anchorage continua funcionando enquanto o novo é construído ao lado
Quais são os dois templos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias mais próximos um do outro? Desde 2014, a resposta eram os templos de Provo City Center e de Provo Utah Rock Canyon (este em reconstrução), separados por cerca de 3,7 km.
Mas, por mais alguns meses, o recorde é de Anchorage, no Alasca: o Templo de Anchorage Alasca original e o novo, com o mesmo nome, estão a cerca de 73 metros de distância. O Church News contou como essa situação inusitada funciona na prática.

Como chegamos a dois templos
O templo original de Anchorage, com pouco mais de 600 m², foi anunciado em outubro de 1997, dedicado em janeiro de 1999, ampliado para quase 1.100 m² e rededicado em fevereiro de 2004.
Ele fica a menos de um campo de futebol do novo templo, de cerca de 2.800 m², cuja reconstrução foi anunciada em 2023 e começou no início de 2024, no terreno de uma capela de estaca demolida. A conclusão está prevista para março de 2027, seguida de uma visitação pública em maio e da dedicação em 13 de junho de 2027.
Depois da dedicação, o templo original será fechado, desativado e demolido, e uma nova capela será construída no lugar. O novo templo ficará com o endereço da antiga capela (13111 Brayton Drive), e a nova capela herdará o endereço do templo original (13161 Brayton Drive).
A situação é diferente de outras reconstruções, como as de Ogden e Provo Rock Canyon, nas quais o templo foi demolido e reconstruído no mesmo lugar.

“Uma bênção tremenda”
O élder Kevin J. Parks, setenta de área, conhece bem as dificuldades de quem precisa viajar para ir ao templo no Alasca.
Membros de Fairbanks, por exemplo, dirigem cerca de 580 km, o que leva de 6 a 8 horas com tempo bom e até 10 horas no inverno, com gelo e neve. Há quem venha de avião de Juneau, e quem dirija 12 horas desde Whitehorse, no território canadense de Yukon.
Por isso, ele considera uma bênção tremenda que o templo siga funcionando durante a construção. Anchorage ficará sem templo em funcionamento apenas de 22 de março até a dedicação, em 13 de junho, ou seja, cerca de três meses, em vez de vários anos.
Quando a nova capela estiver pronta, os alunos de seminário, que hoje se reúnem em um espaço alugado, terão aulas a poucos passos do templo.

Os desafios de uma obra ao lado de um templo ativo
Brent Roberts, diretor do Departamento de Projetos Especiais da Igreja, explicou que o projeto é chamado de “reconstrução” porque o novo templo está no mesmo terreno, embora não sobre a mesma fundação.
Entre os problemas do templo atual estavam a falta de espaço e questões mecânicas, elétricas e hidráulicas causadas pela idade, pelo uso e pelo clima extremo. A Primeira Presidência analisou várias opções e escolheu manter o templo original funcionando durante a obra.
Isso trouxe desafios: o estacionamento para os frequentadores caiu para 72 vagas, um terço da capacidade normal, e há o barulho e o movimento das máquinas. Segundo Roberts, os membros entendem que é algo necessário e têm tido muita paciência.
O clima do Alasca, com neve pesada, gelo e solo congelado, também exige equipes acostumadas a esse ambiente.
Para Roberts, o que mais importa não é a construção em si, mas como ela afeta os santos e como eles reagem.
Um dos momentos mais marcantes foi ainda antes da obra: antes de demolir a antiga capela da estaca, os líderes locais doaram móveis, carpetes, eletrodomésticos e outros materiais a igrejas de outras religiões, bancos de alimentos e centros comunitários.

Quem está construindo
Brad Hill, gerente sênior do projeto pela Igreja, Josh Foote, gerente da construtora Westland, e Kurt Lovejoy, eletricista-chefe, são presenças constantes na obra.
Hill reconhece que o espaço apertado é um desafio, já que o terreno de pouco mais de 2 hectares é dividido entre um templo em funcionamento, com estacionamento limitado, e um canteiro de obras com equipamentos pesados.
Foote resumiu: é a reconstrução mais singular que eles já fizeram. O inverno também pesa: depois de dois invernos com 2,7 e 3,3 metros de neve, os dois últimos foram mais amenos.
Lovejoy, que não é membro da Igreja, segue as regras do canteiro, como a proibição de fumar e de palavrões. Para ele, o que impressiona não é só o tamanho do prédio, mas a profundidade, a dedicação e o detalhe.
Alguns membros da equipe constroem o novo templo durante o dia e, depois, atravessam o estacionamento para servir no templo em funcionamento.

Missionários da obra e uma família local
O élder Mark Pettijohn e a irmã Joy Pettijohn, que moram em Anchorage há 30 anos, servem como missionários do canteiro de obras.
Eles documentam a construção com relatórios e fotos e recebem grupos de crianças da Primária, jovens, famílias e missionários com seus pesquisadores. A irmã Pettijohn lembra que nunca imaginou poder entrar na obra de capacete e colete para ver o templo sendo erguido camada por camada.
A história do templo em Anchorage começou em 1995, com a visita do presidente Gordon B. Hinckley, a primeira de um presidente da Igreja ao estado.
Em outubro de 1997, ele anunciou a construção de templos menores, e Anchorage foi um dos três primeiros, junto com a colônia de santos dos últimos dias no norte do México e Monticello, em Utah.
A família Bouasri, que mora a cerca de dez minutos do templo, resume o que ele significa. Michelle recebeu suas investiduras ali antes da missão, ela e o marido Som foram selados lá em 2006, e os quatro filhos mais velhos já fizeram batismos no templo.
As filhas Preston, de 16 anos, Emmerson, de 14, e Brennan, de 12, falam da paz que sentem no templo atual e da expectativa por um maior, com mais espaço na pia batismal. Allen, de 18 anos, está começando os papéis para a missão. Michelle, que na juventude só pôde fazer uma viagem ao templo, em Seattle, a mais de 2.300 km, trabalha hoje toda semana no escritório do templo.
Som Bouasri acredita que ver o novo templo ao lado da estrada Seward Highway abre uma oportunidade de conversar com os vizinhos sobre o templo e as crenças da Igreja. Maggie Fisher, de 16 anos, mal pode esperar para levar seus amigos que não são membros à visitação pública, na próxima primavera (no hemisfério norte).
Fonte: Church News
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Post original de Maisfé.org
