7 lições importantes sobre o dinheiro ensinadas nas escrituras

As guerras, homicídios, fome, disputas pelo poder, violência e tantos outros males pecaminosos são em boa parte pelo amor ao dinheiro.

No mundo secular, o material transpõe qualquer viés social, ou seja, o poder econômico suplanta quaisquer interesses humanitários e de bem estar social.

O materialismo assume o trono de ser senhor de muitas nações onde o ter é poder.

Segundo os estatísticos estudiosos das Escrituras, há na Bíblia Sagrada cerca de 500 versículos sobre oração, menos de quinhentos sobre fé, porém, mais de 2350 versículos sobre dinheiro e posses. Portanto, não é um assunto sem importância e a Bíblia fala mais dele do que assuntos que julgamos vitais para a vida cristã.

A Bíblia fala de dinheiro em 648 capítulos (com os termos dinheiro, bens, riquezas, moeda, prata, ouro, etc ).

Há muitas lições importantes que podemos aprender sobre o dinheiro através das escrituras. Mencionaremos algumas delas:

1)  Não somos donos do dinheiro

Minha mãe era católica bem ativa na Igreja. Sempre que falávamos sobre dinheiro e bens materiais, ela dizia que aquilo tudo era do Senhor, Ele estava apenas nos emprestando temporariamente. E ela estava certa!

Há duas escrituras que poderíamos citar para mostrar esse princípio ensinado pela minha mãe. A primeira escritura está em Ageu 2:8: “Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o Senhor dos Exércitos.” E a segunda em Salmos 24:1: “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam.”

Enquanto estivermos nessa Terra, somos mordomos do Senhor, encarregados de cuidar de Suas coisas!

2)  Deus tem um propósito com o dinheiro

O Senhor tem pelo menos 3 propósitos principais ao nos dar bens materiais:

  1. É verdade que Deus não precisa de dinheiro, mas sua obra na Terra sim. Um dos objetivos do dinheiro deve estar relacionado a usá-lo para apoiar a propagação do Evangelho.
  2. Suprir nossas necessidades, pois Deus promete nos suprir em tudo (Mt 6:25-34).
  3. Suprir as necessidades dos outros por nosso intermédio.

3)  Não podemos fazer do dinheiro um ídolo

O dinheiro em si não é problema.

Alguém pode amar o dinheiro sem tê-lo e alguém pode ter dinheiro sem amá-lo.

O problema não é o cristão ter o dinheiro, e sim o dinheiro ter o cristão!

Pela Bíblia Sagrada sabemos que não é pecado ser rico, como também não é uma virtude ser pobre.

Ninguém irá para o céu por ser pobre e ninguém irá para o inferno por ser rico. Basta amar a Jesus e reconhecê-lo como Senhor e Salvador e fazer a vontade Dele para usufruir das bênçãos materiais e espirituais de Deus. (Pv 30:5-9)

Nem a teologia da prosperidade que coloca o bem material no lugar de Cristo e nem a teologia da miséria que condiciona a escassez das posses materiais para uma suposta vida espiritual plena são objetivos do Senhor!

O homem deve ter uma vida equilibrada discernindo o que é espiritual, e o que é material, sem perder o foco da salvação em Cristo Jesus, sendo abençoado com saúde e provisões. ( 3 Jo 1-4).

Deus faz promessas aos homens e então assegura que essas promessas tenham cumprimento, sendo ele a garantia do cumprimento de suas próprias promessas, e que estas promessas são positivas, certas e arraigadas de fidelidade. (2 Co 1:18-22) Deus ama a prosperidade espiritual e material dos seus servos (Sl 35:27; Sl 37:25).

4)  A prosperidade vem pela obediência

A obediência a Deus e aos Seus mandamentos é o preceito fundamental para a prosperidade espiritual e material. (Dt 28:1- 14).

Sem a presença de Deus em nossa vida e a incondicional obediência a Ele, qualquer esforço por mais árduo que seja não nos fará prosperar de forma integral, e também ficamos impossibilitados de discernir entre o que é espiritual ou material (Lc 5:1-11).

Com generosidade no coração obedeçamos ao Senhor e façamos a sua vontade de modo que o nosso celeiro e o nosso lagar venha a transbordar com abundância (Pv 3:9-10).

5)  É preciso trabalhar para colher

Um cristão para ter uma vida próspera e equilibrada precisa trabalhar com afinco no desprendimento mental, muscular e espiritual.

As escrituras nos advertem que só colhe quem planta (Gl 6:6-9), só come quem trabalha (2 Ts 3:6-12) , só multiplica seus bens quem poupa.(Gn 41:46-57 ).

A Bíblia nos ensina que devemos ter o conhecimento, a habilidade e a atitude para ser próspero nos pilares da disciplina, da organização e da capacidade de poupar, segundo a configuração organizacional das formigas.(Pv 6:6-11).

No Reino de Deus não há espaço, nem lugar para o preguiçoso que dorme em berço esplêndido, esperando ser engolido por um leão, vendo a sua pobreza material se consolidar e a sua vida espiritual se apagar conforme as cinzas de um carvão que se queimou. (Pv 22:13).

O preguiçoso não gosta de trabalhar e se não trabalhar não prospera na dimensão material e espiritual, mesmo porque há uma interface entre trabalho e espiritualidade. O ocioso cai na inércia pecaminosa e a sua mente desocupada mergulha este homem para a insensatez e o torna negligente para os cuidados de sua vida material e espiritual ( Pv 24:30-34).

6)  Precisamos ter equilíbrio financeiro

A sabedoria divina no homem se manifesta quando pensamos bem e agimos bem em qualquer situação, tanto no âmbito secular como espiritual.

Deus como maior fonte de sabedoria, expressa no homem na sua mais elevada habilidade de raciocínio, prudência, inteligência, compreensão, introspecção, a sabedoria para vivermos bem o nosso dia a dia.

Algo mais valoroso que o dinheiro e as riquezas é a sabedoria que guiará o sábio no uso dos recursos materiais que Deus nos der. (Pv 3:13- 15; Pv 8:10-11)

Não podemos enviar despesas feitas de forma impensada e irresponsável para Deus pagar. Assumir despesas sem previsão de receitas é um ato de imprudência e não de fé. Gastar mais do que ganha, ou gastar por conta do que pensa que vai ganhar é insensatez e desinteligência. (Is 55:1-2).

7)  Precisamos ter planejamento

O dinheiro em si é neutro e para ter controle sobre ele devemos fazer um plano de gastos equilibrado para nossa subsistência prevendo as despesas tais como: moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer, etc.

Devemos fazer um planejamento de modo que não se gaste mais do que ganha.

Devemos nos adequar ao padrão de vida que nos é permitido. Só podemos elevar o nosso padrão de vida e da nossa família se as receitas superarem as despesas, em caso contrário a pobreza e angústia virá sobre nós.

A elaboração de um orçamento é fundamental para o equilíbrio financeiro. O Senhor Jesus nos ensinou isto. (Lc 14:25-33).

 Poupar recursos não é avareza, pois, a prudência nos coloca a sabedoria de economizar para usar quando for preciso em casos de emergência ou mesmo para não gastar com o que é desnecessário ( Pv 18:9; Pv 21:20)

E você? Quais princípios as escrituras já te ensinaram sobre o dinheiro e bens materiais? Compartilhe conosco! 

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