O 2º Conflito: Religião x Ciência

É possível conciliar Ciência e Religião?

A partir da Renascença vemos os primeiros grandes conflitos entre ciência e religião, conflitos estes que perduram até os nossos dias atuais. A ciência nessa época emerge e passa a questionar, a enfrentar os detentores até então de toda a verdade, os teólogos e filósofos. Toda a teologia criada para conciliar a razão com as escrituras passou a ser desafiada em conflitos como Galileu x Igreja Católica, Miguel de Servet x Igreja Calvinista, etc. Galileu foi posto em silêncio e prisão domiciliar enquanto Servet foi condenado à morte na fogueira por Calvino.

Nestes séculos, Francis Bacon desenvolve seu “Método Científico”, o qual passará a definir a metodologia da ciência até o nosso século. Bacon passa a ser chamado do “Pai da Filosofia Experimental”, ou “Pai da Ciência Moderna”.

Entre escolher de que lado ficar, dos novos cépticos ou da tradicional religião, alguns preferiram (e ainda preferem) seguir a lógica da aposta de Pascal (Pascal’s Wager), a qual reza mais ou menos assim: “Posso escolher viver uma vida do jeito que eu quero, seguindo sempre meus desejos e ignorando a Deus, ou posso escolher uma vida onde refrearia muitos de meus impulsos naturais para atender um padrão que acho que deveria ser aceitável para Deus. Se Deus não existe e escolhi uma vida mais recatada e religiosa, posso ter perdido muitas oportunidades de maior diversão e ter me dado melhor nesta vida, mas se Deus existe e escolhi sempre viver uma vida a meu bel prazer, sem nunca pensar em Deus, posso ter perdido minha vida eterna. Em suma, tenho muito mais a perder ao apostar na não existência de Deus do que em apostar na sua existência.” Muito se tem discutido sobre as premissas da Pascal’s Wager. Claro que as premissas somente fazem sentido se forem mais ou menos equiprováveis, também não é ela nenhuma prova para a existência de Deus e igualmente pode ser questionada como uma variante do “argumentum ad metum”, todavia é um bom argumento para ponderarmos sobre nossas ações e crenças, o filósofo brasileiro Rubem Paiva ao tomar sua posição na aposta de Pascal diria: “Mais belo o risco do lado da esperança que a certeza ao lado de um universo frio e sem sentido”

Do século XVIII vem um dos mais famosos argumentos filosóficos teístas: O do relógio suíço nas areias de uma praia deserta, de William Paley. “Imaginemos um homem caminhando na praia e de repente ele encontrasse entre a areia da praia um relógio suíço. Ao admirar o belo objeto naturalmente a mente do homem remete para o relojoeiro, o criador daquela máquina. Mesmo que o relógio tivesse uma gravação que dissesse que não existia relojoeiro algum, mas que o relógio simplesmente se fez ao acaso, você não acreditaria naquela mensagem e continuaria a pensar no relojoeiro”.

A analogia do relógio para a complexidade dos seres vivos e a demanda por um criador é evidente. Este argumento era fatal até então para muitos ateus. Inclusive já foi citado pelo Presidente Kimball no seu famoso discurso “Verdades Absolutas” (A Liahona, Jul 1979 e Jun 1988). É mais uma ilustração, uma parábola da 5ª via de Aquino.

Contudo, na 2ª metade do século XIX surge Darwin com o seu “Origem das Espécies”, T.H. Huxley dá pulos de alegria com este livro, pois finalmente poderia dar uma resposta ao argumento teísta de Paley. A partir de então, a idéia central por trás do livro de Darwin: tempo, procriação, mutação, seleção natural e evolução, seria invocada para explicar a complexidade dos seres vivos ou de “qualquer outra coisa organizada” na natureza.

Mesmo com as experiências de Mendel e Pasteur que desacreditaram o modelo evolutivo de Lamarck, Darwin contornaria a genética e a abiogêneses com suas mutações e seu modelo evolutivo, sua ideia tornar-se-ia a melhor explicação científica para entendermos o mundo dos seres vivos.

Não é à toa que o ateísmo dá o seu ápice entre os intelectuais e filósofos no final do século XIX, a era do círculo de Viena previa um século vindouro sem religião ou Deus. Para substituir tal espaço, eram necessárias filosofias que pudessem suprir o papel de Deus na existência humana. Como poderiam viver os homens? Qual o propósito do Estado? Temos Marx e seu “Capital”, temos Augusto Conte com seu Positivismo e temos ainda Nietzsche anunciando a morte de Deus na canção de Zaratrusta.

No campo da política vemos a ascensão do Comunismo e a criação de estados ateus na Rússia, China e toda Europa Oriental. Na Alemanha vemos o partido Nazista declarar Nietzsche como leitura obrigatória a todos os líderes do partido que passam a adotar a sua filosofia. “Assim falou Zaratrusta” era dado para ser lido pelos soldados nazistas no front de batalha a fim de inspirá-los.

Porém nem o cristianismo nem Deus morreriam no século XX. As mentes mais observadoras logo perceberam que nos governos onde foi declarada a morte de Deus foram cometidas mais barbáries do que todos os governos religiosos nos últimos 2 milênios. Particularmente, a colocação prática das idéias de Nietzsche provou-se profundamente desastrosa na Alemanha de Hitler. Se Sócrates havia alertado para sua conclusão secreta “Se Deus não existe, então tudo é permitido!”, Nietzsche a compilou em uma grande caixa de Pandora que foi aberta pelos Nazistas.

De outro lado temos na Inglaterra C. S. Lewis chamando a atenção para o seu Deus moral. Muitos pensadores se rendem a esta idéia. Por que nossas culturas acham que o infanticídio é errado? Por que não fazemos como os gnus ou leões e voltamos nossa atenção somente para a preservação dos mais fortes? Por que como humanos damos tanta atenção e direcionamos tanto recursos para o cuidado dos mais fracos, velhos e doentes? Esta moralidade voltada para os mais fracos não é natural, deve ser extrínseca ao homem e apontar para um Deus.

Vamos então para a 2ª metade do século XX. Temos o desenvolvimento da Bioquímica, e Michael Behe, um biólogo ateu começa a desconfiar que simplesmente a evolução e a seleção natural não pudessem explicar toda a complexidade dos seres vivos. Particularmente na Bioquímica, existem reações químicas extremamente complexas que funcionam tais quais grandes máquinas modernas. Mas reações químicas não produzem filhotes que precisam se adaptar ao ambiente…, como elas evoluíram? Behe propõe o conceito de “Complexidade Irredutível”, onde procura demonstrar que determinados sistemas bioquímicos na Natureza são como uma ratoeira, qualquer passo anterior na cadeia evolutiva deste sistema o tornaria totalmente inútil ou ineficaz. Então ele clama: “Hey! O relógio de Paley não está na Biologia, está na Bioquímica!”. Micahel Behe e seu livro “A Caixa Preta de Darwin” passa a ser um dos maiores expoentes modernos do Conceito do ID (Intelligent Designer).

Do outro lado, temos o biólogo ateu Richard Dawkins usando o Darwinismo em seu famoso livro “O Relojoeiro Cego” (numa clara referência ao argumento de Paley). Também ele levanta sua própria teoria para contornar a complexidade da vida biológica em “O Gene Egoísta”. Segundo sua teoria, as primeiras moléculas orgânicas surgiram na sopa primordial do início da Terra segundo reações químicas que buscavam atingir níveis de estabilidade de energia de acordo com a Teoria do Estado de Transição promovida pelo mórmon Henry Eyring (pai do atual apóstolo SUD), todavia a partir de um dado momento passaram a existir um tipo especial de moléculas que Dawkins chama de “replicadores”. Estes replicadores não são como moléculas de cristais ou estalactites e estalagmites que crescem na direção de onde vem os recursos para suas moléculas, eles já estão quase vivas (palavra que procura evitar), querem replicar-se e começam a “lutar” pelos recursos e a partir daí já começa a existir um darwinismo no nível molecular. Replicadores mais eficientes começam a ganhar, alguns podem até criar camadas de proteínas (as primeiras paredes celulares) para os proteger de outros replicadores que querem seus recursos, e a partir daí, as células e os seres vivos que eles começam a desenvolver são meras máquinas de replicação cada vez mais evoluídas controladas remotamente por estes replicadores (nossas atuais moléculas de DNA). Pode parecer estranho que a consciência e inteligência destas máquinas replicantes estejam sendo “controladas” remotamente por estes replicadores moleculares, mas é isto que Dawkings acaba por hipotetizar em seu “Gene Egoísta”, onde ele nega que esta ideia clame para alguma espécie de teleologia.

Na astrofísica temos mais coisas acontecendo. A grande maioria dos cientistas adota a teoria do “Big Bang” como a melhor explicação para o surgimento de nosso Universo. Contudo a teoria levanta algumas considerações filosóficas. O tempo do universo deixa de ser infinito para ser reduzido a menos de 14 bilhões de anos. Tudo o que existe e vislumbramos: galáxias, estrelas, planetas, vida e vida inteligente, não mais têm um tempo infinito para se desenvolver, tudo aconteceu num limitado espaço de tempo.

Tem mais, no início da década de 70 vários cientistas perceberam que várias constantes físicas tinham de ser do jeito que realmente são. Uma mera variação nestas constantes implicaria na destruição do universo ou da vida tal como a conhecemos. O Dr. Patrick Glynn, Ph.D., formado em Harvard (EUA) e Cambridge (Inglaterra), escreveu o livro “Deus. A evidência”. Neste livro ele apresenta algumas razões que o levaram a passar do ateísmo para a fé: em especial no capítulo que discorre sobre o “princípio antrópico” ele elenca alguns destes ajustes finos do Universo:

  • A gravidade é cerca de 1039 vezes mais fraca que a força eletromagnética. Se a gravidade fosse 1033 vezes mais fraca, as estrelas teriam um bilhão de vezes menos massa e queimariam um milhão de vezes mais rápido.
  • A energia nuclear fraca tem 1028 vezes a força da gravidade. Se a fraca energia nuclear fosse levemente mais fraca, todo o hidrogênio no universo se teria transformado em hélio (impossibilitando a existência de água, por exemplo). Uma energia nuclear 2% mais forte teria impedido a formação dos prótons, produzindo um universo sem átomos. Decrescendo seu valor em 5%, teríamos um universo sem estrelas.
  • Se a diferença em massa entre um próton e um nêutron não fosse exatamente a que é – cerca de duas vezes a massa de um elétron – então todos os nêutrons se transformariam em prótons e vice-versa. E diríamos “adeus” à química como a conhecemos – e à vida.
  • A natureza propriamente dita da água – tão vital para a vida – é algo misterioso… A água, única entre as moléculas, é mais leve em estado sólido que em estado líquido: o gelo flutua. Se isso não acontecesse, os oceanos congelariam de baixo para cima e a Terra, agora, estaria coberta de gelo sólido. Por sua vez, essa propriedade pode ser atribuída à propriedades exclusivas do átomo de hidrogênio.
  • A síntese do carbono – o núcleo vital de todas as moléculas orgânicas – em uma escala de importância, envolve aquilo que os cientistas denominam uma “estarrecedora” coincidência na proporção da energia forte (strong force) para o eletromagnetismo. Essa proporção permite ao Carbono 12 atingir um estado estimulado de exatidão da ordem de 7,65 MeV na temperatura típica do centro das estrelas, o que cria uma ressonância que envolve o Hélio 4, o Berilo 8 e o Carbono 12, possibilitando a ligação necessária que ocorre durante uma janela diminuta de oportunidade, que dura 10-17

O universo está ajustado para permitir a vida em nosso planeta. Mais de 120 constantes justamente afinadas são conhecidas, e quanto mais tempo passa, mais são descobertas. A sintonia fina de valores e proporções aparentemente heterogêneos, necessários para ir do Big-Bang à vida conforme a conhecemos, envolve uma coordenação intrincada, desde o nível intergaláctico ao subatômico … tudo isto aponta para Deus.  Este argumento do autor confirma, em termos de ciência moderna, a Quinta via de S. Tomás de Aquino, para provar a existência de Deus: a ordem existente no universo. Michael Novak, na apresentação do livro de Glynn afirma: “Por 150 anos, os cientistas mantiveram-se presos ao estreito paradigma ateístico, mas … tal paradigma está-se partindo como gelo na primavera”.

Tais descobertas levaram os cientistas a formularem o conceito do “Princípio Antrópico”, segundo o qual o Universo é o que é para sustentar vida, porém isto ocorre porque existe vida que o observa! Como é que é?!

Vários cientistas, para contornarem a incômoda tentação dos teístas por uma aclamação de um Designer Inteligente, adotaram uma posição alternativa do tipo: este Universo é o que é e suas constantes são extremamente precisas para sustentar a vida nos planetas, não por que houve um “Criador” moldando este universo, mas é porque este é o Universo que “deu certo” (Veja a figura abaixo). Segundo estes cientistas, vários universos e multi-universos estão “pipocando” por aí, em algum lugar. Vários destes universos que pipocam ou se condensam rapidamente num “big crunch” (tipo “a”, na figura abaixo), ou se expandem indefinidamente (tipo “b” na figura abaixo). Nenhum destes Universos poderiam abrigar vida, somente universos com “big-bangs” semelhantes ao que tivemos no nosso é capaz de abrigar vida (tipos “c” e “d” na figura abaixo).

Esta figura eu tirei do livro de Stephen Hawkings de 2002 (O Universo Numa Casca de Noz), não vejo porque os jornais divulgaram em 2010 com grande manchete que Hawkings disse que não precisava de Deus para explicar o Universo. Ele vem dizendo o mesmo que vários cientistas vêm dizendo para contornar as “coincidências” do Princípio Antrópico há anos.

Porém, qual o problema com esta abordagem ou explicação? Ela não é científica! Ela não pode ser posta em laboratório! Ela não é falseável! Toda a matéria, luz e energia que podemos colocar num laboratório está restrita ao cone de nosso próprio universo. Jamais saberemos definitivamente se realmente tais multi-universos existem ou se ocorrem com a frequência necessária para existirmos. É apenas uma crença alternativa para a Ciência se abrigar e não ceder ou jogar a toalha para a hipótese Deus.

Finalmente chegamos ao nosso século XXI, o que tem acontecido de importante nas dimensões do conhecimento?

Na Biologia temos o mapeamento genético dos seres vivos e a descoberta de que as espécies são muito próximas geneticamente, uma constatação de que a variação genética através de pequenas mutações pode realmente produzir novas espécies e deve tê-las produzido no passado, dando mais força à teoria da evolução de Darwin.

Por outro lado temos o renascimento dos Neo-Lamarkianos. A constatação que seres vivos poderiam em curto espaço de tempo, apenas em 1 ou 2 gerações gerar descendentes mais adaptados ao meio em que vivem através de sua herança epigenética. Sabe-se hoje que apenas uma pequena parte da informação genética é ativada pelos genes, enquanto outra grande parte pode ficar inativa por gerações. Mas mudanças ambientais podem acionar esta carga genética dormente a fim de proporcionar um ser mais adaptável ao ambiente.  Retomou-se à ideia inicial de Lamarck. Porém a questão tornou-se mais profunda, se a mutações não são meramente por acaso, porém direcionadas para que os seres vivos sobrevivam, como um “élan vital” (força vital, como diria o filósofo Henry Bergson) para que o gene se reproduza (O gene egoísta de Dawkins), os filósofos logo se perguntam:

”Mas como é que o gene sabe que direção ir?”

“Ah! As mudanças no ambiente assim o direcionam…”

“Mas isto não é uma mutação direcionada, teleológica? Quem programou esta direção e colocou no código genético: Se acontecer A, então ative genes B & C, se não acontecer A, então ative genes D & E?”

Se os neo-Lamarkianos estiverem certos, teremos mais um argumento em favor do Designer Inteligente e voltamos às conclusões da 5ª via de Aquino:

“A Teleologia sub-racional exige alguém dotado de inteligência que a produza”

“O que é desprovido de inteligência só tende ao fim porque é dirigido por um ser cognoscitivo ou inteligente”

Todos estes fatos levaram a um evento extremamente importante em 2004. A conversão ao teísmo de Anthony Flew. Não estamos falando de um filósofo qualquer, mas do próprio autor da parábola do “Jardineiro Invisível”. Esta parábola foi adaptada por outros ateus mais populares, como Carl Sagan, que criou a sua parábola do “Dragão Invisível na Garagem” em seu livro “Um Mundo Assombrado Pelos Demônios”.

O que mais me impressionou na conversão de Flew ao teísmo foi que sua conversão não se deveu ao argumento moral de Lewis, o qual pode ser criticado como um “wishfull thinking” (… é melhor que assim o seja, pois outra alternativa seria terrível…). Mas o próprio criador da parábola do jardineiro invisível chegou à conclusão socrática que hoje os teístas têm mais evidências do que nunca de que realmente houve um Jardineiro, e que o tempo e o acaso não poderiam ser responsáveis sozinhos pela complexidade da vida ou do universo.

Como o Mormonismo se encaixa nisto tudo?

O Mormonismo é relativamente novo nesta história. No século XIX sobreviveu bem às primeiras controvérsias entre ciência e religião. A sua abordagem não literal da Bíblia em oposição ao sola scriptura dos protestantes levou a menores conflitos com os cientistas. O planeta não precisava ter sido criado num curto espaço de tempo e até mesmo a teoria da evolução de Darwin poderia encontrar seu paralelo na doutrina do aperfeiçoamento eterno do homem.

Na 1ª metade do século XX temos os primeiros embates entre ciência e Mormonismo. Temos a famosa discussão entre B.H. Roberts e Joseph Fielding Smith sobre a existência de pré-adamitas. Vemos na 2ª metade do século XX uma guinada em direção ao criacionismo protestante principalmente devido à influência de líderes como Joseph Fielding Smith, Bruce R. Mckonkie e Ezra Taft Benson. Apesar da Igreja procurar deixar as 2 dimensões (Ciência e Religião) o mais longe possível uma das outra, os choques e pontos de intersecção são inevitáveis.

Chegamos no século XXI com um crescimento do intelectualismo dentro do Mormonismo, a Internet e multiplicação do conhecimento logo levam vários indivíduos a formarem sociedades de estudos nos campos da História, Filosofia, Literatura e outros assuntos relevantes ao pensamento Mórmon.

Historicamente o Mormonismo sempre foi extremamente pragmático, a Igreja do Fazer é, e sempre foi, mais importante do que a Igreja do Saber.

Mas assim como a imprensa de Gutenberg criou uma revolução no conhecimento no século XVI e quebrou o monopólio intelectual da igreja católica, uma nova revolução intelectual está a ocorrer com a disseminação do conhecimento proporcionada pela Internet, o saber e conhecer torna-se inevitável e não se pode muito deles fugir.

E finalmente chego às minhas conclusões finais:

1ª) Um entendimento melhor do que é Ciência, Filosofia e Religião poderá modelar nossos paradigmas a fim de termos uma atitude mais positiva em relação a estas 3 dimensões do conhecimento.

2ª) Hoje há bons argumentos, mesmo suficientes para trazer uma mente inquiridora a considerar a hipótese Deus, Anthony Flew como exemplo mais emblemático.

3ª) É improvável que a Ciência se renda à hipótese Deus. Se um cientista não quer aceitar o argumento filosófico por trás do ID, do princípio Antrópico ou de qualquer outro argumento que possa ser usado por um teísta, ele simplesmente vai se refugiar entre as seguras paredes de seu laboratório.

4ª) Por último, a experiência pessoal ou espiritual continuará ainda sendo a melhor maneira de se aproximar de Deus. Anthony Flew abandonou seu ateísmo secular e passou a acreditar que uma inteligência superior criou o Universo ou a vida através de uma abordagem exclusivamente lógica e indutiva, porém ele mesmo diz que ainda não acredita numa vida após a morte ou num Deus que se revela à suas criaturas.

Apesar de reconhecer que a consideração da hipótese Deus seja o 1º passo na longa jornada de fé de São Dênis, os próximos passos também serão plausíveis e lógicos:

Ok. Se Deus existe ele deve ter criado suas criaturas com um propósito…

  1. Se existe um propósito então ele deve ter sido revelado a alguém, a alguma destas criaturas…

E assim chegamos por indução nesta jornada à necessidade lógica de uma religião revelada. Não obstante o compromisso espiritual com alguma religião institucionalizada somente subsistirá após uma revelação pessoal ao indivíduo apontando nesta direção, justamente através desta realidade luminosa que se lhe manifesta, onde as perguntas sobre a causa, o sentido e a meta de sua vida recebem uma resposta.

Até a próxima!

Humor: Inteligente Designer Acidental

Tradução: 13,8 bilhões de anos atrás, uns poucos segundos ante da criação de nosso universo.

“Tudo pronto. Vamos ligar este Grande Colisor de Partículas Hádrons (LHC) e ver o que acontece!”

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